Rally Paper de 01.Junho.2008 – Resultados Sábado, Jun 14 2008 

O Rally Paper da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, organizado pelo núcleo de Benfica da Fraternidade de Nuno Álvares realizou-se no passado dia 1 de Junho.

Inscreveram-se apenas 9 equipas compostas por 28 pessoas que tiveram a iniciativa de se juntar a este projecto de solidariedade.

Atingiu, entre donativos e inscrições, o valor de 483 euros dos quais 207 foram para as despesas com o almoço.

Contámos ainda com os seguintes patrocínios:

EXTERNATO MARISTA DE LISBOA – com a cedência do espaço para a chegada das equipas após a prova e para a realização do almoço;

COMPAL – com o fornecimento das bebidas dos mais diversos sabores para acompanhar o almoço;

STIMULI/UNISBEN – UNIVERSIDADE INTERGERACIONAL DE BENFICA – que ofereceu para o 1º prémio uma colecção de 5 livros sobre Grandes Museus de Amesterdão, Londres, Prado, Vaticano e Washington;

Sr. MORAIS FERREIRA – que ofereceu para o 2º e 3º prémios 2 pratos de porcelana da colecção Atral/Cipan;

PANIFICADORA – que forneceu gratuitamente 120 carcaças;

MARTA CASTANHEIRA – que executou o cartaz de promoção do Rally Paper;

LST – LISTOGRAFIA, SERIGRAFIA E TIPOGRAFIA – que fez a impressão dos 500 cartazes atrás referidos.

Não podemos esquecer a prestimosa ajuda do Ricardo Oliveira e do Gonçalo Abreu, antigos escuteiros do Agrupamento 57 do CNE que ofereceram cada um uma manhã de domingo para testar a Carta de Prova.

Salientamos igualmente a promoção do Rally no Blog dos Antigos Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas (http://antigos-escuteiros.blogs.sapo.pt/8502.html)

Não quero esquecer a pronta disponibilidade de Ricardo Vieira da COMPANHIA ALFORGE, antigo escuteiro do CNE, em Oeiras, e que se prontificou com algumas músicas e a indicação de outras que serviram de fundo musical durante o almoço. 

É de realçar a colaboração do serviço de recepção da Paróquia de N.ª Sr.ª do Amparo de Benfica no acolhimento das inscrições e também o apoio à promoção da actividade efectuada pelos vários movimentos paroquiais, realçando-se os Escuteiros do Agrup. 57, a Catequese, os Acólitos e os Jovens Sem Fronteiras.

Houve ainda muitos paroquianos que pessoalmente se preocuparam em saber como iam a chegada das inscrições.

A todos os que participaram ou colaboraram directa ou indirectamente, vai o nosso muito obrigado.

Para matar saudades aos que participaram nesta actividade e para os que se interessaram e colaboraram com ela, aproveitem para ver alguns momentos do dia em

http://picasaweb.google.com/fna.benfica

A todos um bem-haja e até à próxima actividade.

As nossa melhores saudações escutistas,

A Fraternidade de Nuno Álvares – Núcleo de Benfica

Biocombustíveis podem agravar crise alimentar Sexta-feira, Jun 6 2008 

Religiosos seguem com atenção a cimeira da FAO e lembram direito à alimentação dos países mais pobres

BiocombustivelA solução dos biocombustíveis para fins energéticos é uma falsa questão e vai desencadear um novo problema. Esta visão é do Pe. José Augusto Leitão, da Rede África-Europa Fé e Justiça que alerta que os países mais pobres, em especial no continente africano.

Em Abril, a Rede África-Europa Fé e Justiça – AEFJN lançou uma campanha que visa alertar para os riscos da aposta nos biocombustíveis sobre as populações mais pobres, frisando que a nova política energética europeia pode colocar em causa “o direito à alimentação dos africanos e dos países mais pobres”.

Numa conjectura em que a Europa discute uma nova política energética, a campanha visa sensibilizar as instituições comunitárias para a necessidade de modificar a actual proposta de directiva da UE sobre política energética.

O primeiro objectivo da campanha visa uma reflexão sobre a exigência de alcançar uma percentagem de 10% de biocombustíveis até 2020.

O Pe. José Augusto Leitão indica que “se forem obrigatórios a Europa não tem capacidade de introduzir estes 10% a partir de produtos agrícolas” o que “vai obrigar a procurar terras e outros lugares onde produzir estes biocombustíveis”.

A Rede manifesta a preocupação de África ser incapaz de negociar o arrendamento ou a exploração destes produtos.

As empresas ao procurar o lucro, “irão à procura de terrenos férteis perto de infra-estruturas e até terrenos que estão a ser utilizados para a agricultura. As populações podem ficar com poucos terrenos para cultivar e podem passar a cultivar em exclusivo alimentos para exportação. Os alimentos básicos irão faltar ou encarecer substancialmente”, alerta o sacerdote.

“A monocultura vai perturbar a biodiversidade e dificultar o acesso à água”, vaticina.

A AEFJN pediu uma moratória para que o continente africano possa assumir a entrada neste negócio “sem a falta de géneros alimentares nem de alimentos básicos”.

Esta situação vai ainda “acentuar das diferenças entre países do Norte e do Sul”. O Pe. José Augusto Leitão explica que este cenário impede o efectivar de um dos Objectivos do Milénio, nomeadamente a luta contra a fome. “Aumenta o número de pessoas que estão a viver em situação de miséria”.

Crise anunciada

O sacerdote indica que este cenário de crise alimentar já “estaria prevista”. No entanto o aumento do petróleo e a especulação, a crise imobiliária e as alterações climáticas são factores que colocam os géneros alimentares como fonte de negócio.

Durão Barroso colocou uma sondagem no site da Comissão Europeia para saber se a União Europeia deve continuar ou não com o objectivo obrigatório dos 10% de biocombustíveis para os transportes. O Pe. José Augusto Leitão indica que 88% dos votantes se manifestaram contra esta medida.

“A sociedade civil deve ter um papel interventivo nesta conjectura, mas deve primeiro ser informada do que está a acontecer, e não apenas das políticas”, sublinha.

O Pe. José Augusto Leitão aponta falta de informação e denuncia a intenção do governo português de ser a favor dos 10% de biocombustíveis para além de querer antecipar em 10 anos o prazo para o seu estabelecimento. “Algumas fábricas que estavam a produzir, tiveram de fechar por falta de matéria-prima”.

O problema situa-se nas políticas que podem resolver o problema energético. “É um problema que precisa de solução, mas de forma sustentada”, indica. O ambiente e a segurança ambiental “são questões essenciais”.

O sacerdote aponta “precipitação” ao governo português e “lobbies muito fortes, nomeadamente do Brasil”. O país sul-americano é um dos defensores do etanol e dos biocombustíveis, apesar de estar “já a sofrer consequências em larga escala das monoculturas”.

As deslocações para as grandes cidades são “consequência da falta de terras para cultivar e da falta de meios de subsistência”, que causam graves danos à vida na cidade que “nunca antes teve tantos habitantes como agora”. Os impactos sentem-se na quebra de produção agrícola e no aumento do consumo energético.

“Houve um desincentivo à produção agrícola, muita acentuada em Portugal, para além de uma descoordenação”. E uma conjugação de vários factores “gerou uma crise muito grave com consequências energéticas e na segurança alimentar das pessoas”.

O Pe. José Augusto Leitão pede soluções de emergência pois “as populações mais fragilizadas e mais pobres precisam de ajuda imediata”. Mas indica que as soluções a médio e longo prazo devem passar pelo incentivo à produção e no apoio aos países e populações que praticam agricultura primitiva, de modo a criar condições de desenvolvimento.

Este responsável afirma que se for possível aproveitar os excessos de produção, ou encontrar soluções energéticas através da biomassa “são preferíveis”. O sacerdote rejeita fundamentalismos. Mas indica que “não podemos é colocar uma clausula de obrigatoriedade na utilização de alimentos para produção de energia”. Esta situação vai levar as pessoas a produzir a pensar nos combustíveis e não para a segurança alimentar.

O sacerdote acompanha de perto a cimeira da FAO e sublinha a perspectiva de Bento XVI que “pede aos líderes uma imposição humana e menos económica”.

“Esta é uma situação muito grave e estamos longe de saber quando vai terminar”, alerta o sacerdote que lembra que o impacto desta crise “nos países mais pobres pode desencadear convulsões sociais”.

A Rede África-Europa Fé e Justiça foi criada em 1988 por vários institutos religiosos e missionários. Hoje engloba institutos que trabalham na África e na Europa e pretendem promover a justiça nas relações entre os dois continentes. Dispõe de um comité executivo e de um secretariado internacional com sede em Bruxelas, e de antenas nacionais em 11 países europeus, incluindo Portugal.

Na sua acção de informação e advocacia, a AEFJN inspira-se na doutrina social da Igreja católica e tem como objectivo reunir e disseminar, entre as forças sociais e políticas europeias e africanas, informação sobre os dossiers mais relevantes das relações bilaterais entre a África e a Europa. Por isso, tem-se ocupado das questões relativas ao comércio, à alimentação e à saúde, ao controle do comércio das armas e dos recursos económicos na África.

Agência Ecclesia | Nacional | Lígia Silveira| 05/06/2008 | 10:20 | 6403 Caracteres | 118 | Solidariedade